Internet das coisas deixará a publicidade muito mais inteligente

By 10 de agosto de 2015 Notícias No Comments

A internet das coisas, ou IoT como vem sendo chamada, pode até soar como mais uma buzzword, mas especialistas estão apostando que ela deve gerar uma verdadeira revolução tecnológica que terá impacto sobre todo o trabalho de marketing. Ainda que não seja exatamente agora, é preciso se preparar que isso ocorra em breve.

O especialista no tema Stuart Leung, por exemplo, define a IoT como uma onda gigantesca de novas possibilidades. Com ela, objetos, localidades, animais e pessoas estarão conectados à internet, trocando informações automaticamente, o que deve transformar o modo como trânsito, clima, poluição e ambiente são monitorados e têm seus dados coletados.

De forma geral, podemos imaginar que tarefas comuns serão terceirizadas. Um carro conectado poderá sinalizar que uma peça precisa de substituição e encomendar – ele mesmo – o produto ao fabricante. Ninguém vai precisar ficar na mão porque o carro quebrou inesperadamente e ficou parado na concessionária. Uma casa conectada também poderá dar o aviso de que uma lâmpada precisa ser trocada. Além de não deixar ninguém no escuro, isso também pode ser muito vantajoso para criar uma publicidade mais útil e relevante, que utilize esse tipo de informação para, automaticamente, enviar ao smartphone do dono da casa um cupom de desconto para a compra de uma lâmpada nova.

Com a internet das coisas, aliás, muitos dados de compras serão reunidos e processados em tempo real. Para Leung, é exatamente esse um dos bens mais valiosos para qualquer negócio. Afinal, quem tem acesso a informações sobre como, onde e por que seus produtos estão sendo comprados e usados pode adaptar melhor seus esforços de marketing para clientes específicos. Sem contar que os próprios devices conectados dos clientes poderão fornecer feedbacks instantaneamente às marcas. Resultado: se um produto recém-lançado estiver fazendo feio, a equipe de marketing não vai demorar nada para saber disso e poderá agir rapidamente para reduzir os danos tanto para a marca quanto para o caixa da empresa.

E se, além disso, uma ferramenta de CRM confiável for utilizada em conjunto com a internet das coisas, a dupla será capaz de analisar os dados dos clientes com eficiência e precisão suficientes para fornecer resultados capazes de aprimorar o relacionamento das marcas com seus consumidores. Já imaginou poder entender – quase que instantaneamente – em que etapa da decisão de compra está o seu cliente para tirar suas dúvidas e conduzi-lo ao caixa o mais rápido possível?

Com tantos dispositivos e objetos conectados, a aposta de Leung é que a publicidade se transforme totalmente, para do ponto de vista das marcas quanto dos consumidores. Finalmente chegará ao fim a era do comercial que interrompe as atividades ou a atenção do consumidor para começar o tempo em que a publicidade se torna útil e totalmente relevante para ele, com anúncios 100% alinhados aos seus interesses, comportamentos e compras anteriores dos clientes. Se isso ocorrer de fato, os consumidores deixarão de perder tempo e as empresas deixarão de gastar milhões de dólares em publicidade irrelevante.

No entanto, embora tudo isso possa parecer muito bom, Tim Dunn, diretor de estratégia e mobile da Isobar, faz questão de lembrar que nada é tão para já quanto como pode parecer. Pelo menos neste ano, ele acredita que nenhum dispositivo com IoT deve atingir a massa. A única exceção poderia ser o Apple Watch, mas nada ainda indica que ele será capaz dessa façanha assim rapidamente.

A dica de Dunn para empresas que querem aproveitar o tempo de amadurecimento dessa tecnologia é começar definindo que tipos de dispositivos elas podem criar. Para isso, é preciso oferecer razões verdadeiras para os consumidores adotarem um novo device ou comportamento e testar tudo isso com pessoas da vida real. Se não der certo, o melhor pode ser começar tudo de novo enquanto é tempo.

É preciso também construir um relacionamento real com os consumidores, desenvolvendo programas, cupons, social media, serviços proativos e qualquer coisa que possa oferecer uma boa experiência para eles. Afinal, se uma marca não tiver uma boa base, dificilmente seu wearable terá público.

Também vale lembrar que uma infraestrutura robusta de dados e um sistema de automação de marketing serão necessários para oferecer serviços relevantes por meio desses novos dispositivos. “Poucas empresas têm expertise ou tecnologia para entregar personalização, então é crucial investir nisso”, diz ele.

Por fim, ele aponta que é altamente provável que os dispositivos de IoT bem-sucedidos rodem em plataformas de grandes empresas que fabricam produtos, como Apple, e atuem como extensões do celular. Isso significa que as empresas podem testar seus novos programas no mobile, na web e no varejo, antes mesmo que a internet das coisas vire realidade.

Fonte: Proxxima

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